Documentos da Igreja - Encontro 07

No encontro do dia 04/06, foi proposta a leitura dos parágrafos 33 à 42 do capítulo II do Documento de Aparecida e, individualmente apresentarmos o nosso ver sobre o tema na perspectiva local, nacional ou da América Latina e Caribe.

Apresento agora, um resumo dos parágrafos.


Passamos por uma realidade marcada por grandes mudanças que afetam profundamente nossas vidas”. Hoje, temos transformações vertiginosas, determinadas pelo avanço da ciência e da tecnologia, principalmente com as redes de comunicação e alcance mundial, que interagem em tempo real, independente das distâncias geográficas. A história se acelerou, com a comunicação com grande velocidade a todos os cantos do planeta.

Há impactos na cultura, a economia, a política, as ciências, a educação, o esporte, as artes e também, naturalmente, a religião.

Este fenômeno afeta a vida de nossos povos (por conseguinte a nossa) e, reflete na vivência religiosa e ética, desafiando-nos ao entendimento das novas linguagens do domínio técnico, que ocultam o sentido divino da vida humana redimida em Cristo.

Estamos numa realidade em que as pessoas buscam, ou necessitam sempre de mais informações. Isso nos tem ensinado (será que aprendemos?) a olhar a realidade com mais humildade, sabendo que ela é maior e mais complexa que as simplificações om que costumávamos vê-la em passado ainda não muito distante e que, em muitos casos, introduziram conflitos na sociedade, deixando muitas feridas que ainda não chegaram a cicatrizar.

Essa é uma das razões pela qual muitos estudiosos de nossa época sustentam que a realidade traz inseparavelmente uma crise do sentido.

Em nossa cultura latino-americana e caribenha conhecemos o papel tão nobre e orientador que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana. Mas, essa preciosa tradição começa a diluir-se. A maioria dos meios de comunicação de massa nos apresentam agora novas imagens, atrativas e cheias de fantasia.

Longe de preencher o vazio produzido em nossa consciência pela falta de um sentido unitário da vida, em muitas ocasiões a informação transmitida pelos meios só nos distrai.

Nossas tradições culturais já não se transmitem de uma geração à outra com a mesma fluidez que no passado.

Os meios de comunicação invadiram todos os espaços e todas as conversas, introduzindo-se também na intimidade do lar. Ao lado da sabedoria das tradições, localizam-se agora, a competição, a informação de último minuto, a distração, o entretenimento, as imagens dos vencedores que souberam usar a seu favor as ferramentas tecnológicas e as expectativas de prestígio e estima social. Isso faz com que as pessoas busquem denodadamente uma experiência de sentido que preencha as exigências de sua vocação, ali onde nunca poderão encontrá-la.

Entre os pressupostos que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, encontramos a ideologia de gênero, segundo a qual cada um pode escolher sua orientação sexual, sem levar em consideração as diferenças dadas pela natureza humana. Isso tem provocado modificações legais que ferem gravemente a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família.

As pessoas não se assustam com a diversidade. O que de fato as assusta é não conseguirem reunir o conjunto de todos esses significados da realidade em uma compreensão unitária que lhes permita exercer sua liberdade com discernimento e responsabilidade”.



Agora posto o meu “ver” sobre estas questões.

1 – Estamos alheios a realidade.

2 – Nos fechamos em mundos “compartimentados”.

3 – Permitimos que nossas tradições sejam esquecidas ou as questionamos.

4 - Não conhecemos a história que nos legou as nossas tradições.

5 – Os meios de comunicação nos apresentam novas “verdades”.

6 – Somos manipulados pelos meios de comunicação que nos apresentam ou melhor bombardeiam com informações genéricas sobre acontecimentos globais.

7 – Não estamos preparados para enfrentar este desafio.


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