Documentos da Igreja - Encontro 12

Escola de Formação Santo Agostinho – Encontro 12


Neste encontro, tratamos sobre a abordagem da “Presença dos povos indígenas e afro-americanos na Igreja, apresentado nos parágrafos 88 à 97 do Documento de Aparecida.

Apresento um resumo do assunto:

Os indígenas constituem a população mais antiga do Continente. Estão na raiz primeira da identidade latino-americana e caribenha. Os afro-americanos constituem outra raiz que foi arrancada da África e trazida para cá como gente escravizada.

A terceira raiz é a população pobre que migrou da Europa a partir do século XVI, em busca de melhores condições de vida, e o grande fluxo de imigrantes de todo o mundo a partir de meados do século XIX. De todos esses grupos e de suas correspondentes culturas se formou a mestiçagem que é a base social e cultural de nossos povos latino-americanos e caribenhos, como já o reconheceu a III Conferência Geral do Episcopado Latino-americano celebrada em Puebla, México.

Os indígenas e afro-americanos são, sobretudo, “outros” diferentes que exigem respeito e reconhecimento. […]

Hoje, os povos indígenas e afros estão ameaçados em sua existência física, cultural e espiritual; em seus modos de vida; em suas identidades; em sua diversidade; em seus territórios e projeto. […]

Os indígenas e afro-americanos emergem agora na sociedade e na Igreja. […]

[…]

Como Igreja que assume a causa dos pobres, estimulamos a participação dos indígenas e afro-americanos na vida eclesial. Vemos com esperança o processo de inculturação discernido à luz do magistério. É prioritário fazer traduções católicas da Bíblia e dos textos litúrgicos nos idiomas desses povos. Necessita-se, igualmente, promover mais as vocações e os ministérios ordenados procedentes dessas culturas.

[…]

Nosso serviço pastoral à vida plena dos povos indígenas exige que anunciemos Jesus Cristo e a Boa Nova do Reino de Deus, denunciemos as situações de pecado, as estruturas de morte, a violência e as injustiças internas e externa e fomentemos o diálogo intercultural, inter-religioso e ecumênico.


Da troca de ideias relacionadas ao tema, ficou como proposta de estudo, a verificação e entendimento da questão do diálogo inter-religioso e ecumênico, principalmente na questão indígena, pois os índios brasileiros foram catequizados em nossa História, inicialmente por missionários católicos e hoje há várias denominações com missionários em contato com os mesmos. Então, nos perguntamos: com os índios ficamos no diálogo ecumênico, considerando que pertençam às mais variadas denominações cristãs, ou podemos falar num diálogo entre suas crenças ancestrais? Com os afro-americanos, temos as duas questões bem claras, pois muitos pertencem às mais variadas denominações cristãs e, outros às diversas religiões afro-brasileiras e, também a questão do sincretismo religioso.

Acesse o link file:///D:/Documents/BackUp%20Desktop/Ecumenismo%20e%20di%C3%A1logo%20inter-religioso%20com%20os%20povos%20ind%C3%ADgenas.pdf, que apresenta um artigo interessante, aprofundando a questão. Faço a observação de que o artigo apresenta muito a Teologia da Libertação, que creio não deva ser entendida, como o é pensada por muitos, como uma Teologia que deixou-se contaminar ou, foi analisada à luz do marxismo, mas sim a Teologia da Libertação, que nos leva a ver a situação econômico-social-cultural da América Latina e do Caribe, em seus vários problemas, à luz dos Evangelhos. Não um Evangelho apoiando a causa comunista, mas um Evangelho verdadeiramente libertador, conforme Jesus Cristo.

Já na questão afro-americana, creio que este artigo reflete melhor o que nos propusemos a estudar e entender. http://www.pucsp.br/rever/rv1_2001/t_jensen.htm.

Para uma visão sobre a religiosidade na América Latina, acesse o link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922008000200002&lng=e&nrm=iso&tlng=pt.

Esta entrevista é muito interessante para entendermos as relações entre os santos católicos e a Umbanda. http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/print.asp?cod_noticia=478&cod_canal=38.



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