Considerações gerais sobre o estudo

Desde a primeira evangelização até os tempos recentes, a Igreja tem experimentado luzes e sombras. Ela escreveu páginas de nossa história com grande sabedoria e santidade. Sofreu também tempos difíceis, tanto por torturas e perseguições como pelas debilidades, compromissos mundanos e incoerências, em outras palavras, pelo pecado de seus filhos que desfiguraram a novidade do Evangelho, a luminosidade da verdade e a prática da justiça e da caridade. No entanto, o mais decisivo na Igreja é sempre a ação santa de seu Senhor.”


Quando lemos este documento, ou qualquer outro documento da Igreja, precisamos ter conhecimentos básicos sobre a História da própria Igreja, para que as citações tenham sentido. O parágrafo acima nos apresenta um dos exemplos. Quando se escreve “desde a primeira evangelização”, devemos nos lembrar, como se fala de América Latina e Caribe, dos primeiros momentos pós descobrimento. Agora, no contexto histórico, devemos interpretar esta questão de luzes e sombras. Aí entram as ações dos povos que aqui habitavam e habitam e das mais diversas relações políticas e decisões de governos, defendendo a causa cristã, ou se opondo à mesma. Quanto de tudo foi uma ação missionária, levando com santidade e caridade a Mensagem da Boa Nova e, quanto foi um aproveitamento tendo como objetivo o ter, o poder e o prazer, com justificativas que desfiguraram e ainda desfiguram o Evangelho. Ações legitimando autoridade pessoal ou de grupos.


Nas escolas, em História tem-se esta visão sobre o colonialismo europeu dos seculos XVI e XVII: Colonialismo dos séculos XVI e XVII : A justificativa era cristianizar o Novo Mundo. O objetivo era o acúmulo de metais preciosos e o plantio ou cultivo de produtos que alcançassem altos preços na balança comercial europeia, como o açúcar, tabaco, algodão e café. Os principais alvos desse processo foram as Américas.”  Que, dependendo do professor, poderá ser interpretado de várias maneiras: concordando diretamente com a visão, não provocando maiores debates, ou, em sendo um agnóstico ou ateu, provocar um debate sobre os problemas causados pela evangelização forçada dos indígenas e depois dos escravos; sendo um cristão católico, quem sabe defender a evangelização e mostrar seus aspectos positivos e, assim vai …...:


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