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2013/06 - Conclusões dos pais referentes ao tema "Cultura Midiática"

O encontro de pais das crianças e jovens da catequese da Paróquia Cristo Rei do dia 01/06/2013, teve como tema:

Um novo modo de relacionar-se:      A cultura midiática.

Este conteúdo é o que foi apresentado pela Igreja para a Campanha da Fraternidade. Vivemos hoje um novo modo de nos relacionarmos e, precisamos estar atentos, principalmente com os relacionamentos “virtuais” a que estão expostos nossos filhos.

Vamos participar do encontro, discutir em pequenos grupos este tema tão importante e buscar alguns caminhos para que não fiquemos alijados deste processo irreversível, tanto nos relacionamentos familiares, quanto no contexto escolar e no mundo do trabalho.

Para termos um norte em nosso encontro, propomos algumas questões que nos levarão a uma análise de como vemos individualmente a questão; como a vemos em família; como a vemos na sociedade e como a vê a Igreja.

1 - Meditemos um pouco sobre a proposta seguinte, pensando como “eu” a vejo; como “nós pais ou responsáveis” vemos e, como “pensamos” que nossos filhos veem:

“Os nossos jovens não vivem mais sem os instrumentos tecnológicos próprios de seu mundo de comunicação.

O novo jeito de o jovem ser e interagir tem suas raízes nessa comunicação em rede. Ele respira e vive na chamada ambiência midiática, uma teia de novas tecnologias em que se pode ser, rapidamente, ouvido, visto, considerado. Mesmo os mais pobres, privados desse acesso e participação, são atingidos por essa realidade e provocados constantemente a fazer parte desse ambiente. Cada vez mais a interação entre as pessoas e a formação de grupos de afinidade possibilita uma grande porta de acesso a todos, mas especialmente aos jovens, que têm construído suas relações a partir desses meios”.

2 – Agora, discutamos um pouco, baseado no texto abaixo, qual a nossa decisão, ou proposta para um esclarecimento aos nossos jovens sobre a questão. Damos total liberdade? Proibimos pura e simplesmente, impossibilitando inclusive o acesso às redes em casa? Monitoramos e acompanhamos a questão?:

“Contudo, há que se considerar o risco de o jovem querer e necessitar estar sempre conectado e privilegiar essa forma de encontro, em detrimento da presencial. As conexões feitas pelos novos meios são importantes, mas podem não ser fortes o suficiente para superar crises, desencontros e dificuldades inerentes a todas as relações humanas. Por isso, as antigas formas de comunicação e linguagem não podem ser abandonadas. A melhor forma de nos entendermos ainda é a presencial, e o melhor meio de comunicação é a própria pessoa”.

3 – Meditemos sobre o texto seguinte e verifiquemos a possibilidade de contribuir com propostas conciliadoras e que estejam voltadas a este novo universo:

“Hoje, a relação entre pais e filhos é muito diferente da observada nas gerações anteriores. Há uma considerável influência das novas tecnologias no modo de estruturar e viver a vida familiar.

Tais tecnologias podem atuar positiva ou negativamente. Muitas vezes percebemos que alguns adolescentes e jovens tendem a um isolamento, quando usam essas ferramentas tecnológicas, com consequências prejudiciais para o seu desenvolvimento social e psicológico. A família, principalmente nas grandes cidades, transformou-se num grupo de pessoas que moram juntas, uma vez que pais e filhos se isolam diante da TV ou do computador, em detrimento do diálogo e da partilha. Há, por outro lado, exemplos de jovens que, distantes da família, encontram nesses meios, possibilidades de proximidade com ela.

Também na educação familiar, as novas tecnologias influenciaram e transformaram paradigmas. Se antes os pais eram os detentores absolutos do conhecimento, os filhos, agora, podem partilhar com eles o que descobrem a partir da interação na rede.

Um dos desafios que brota no seio familiar, em tempos digitais, é estabelecer regras e relacionamentos capazes de um uso sadio e proveitoso desses instrumentos”.

Tivemos,mesmo sendo um sábado de feriadão, a presença de 47 pais, que foram divididos em 6 grupos, onde discutiram as questões acima propostas.

Apresentamos agora o resultado destas discussões:

 

Grupo 1

 A Internet é um mal necessário, pois muitas vezes não é usada de forma construtiva no ambiente familiar.

A administração do tempo é prejudicada, pois as crianças já não tiram tempo para praticar esportes.

bem orientado.

Os pais devem monitorar e acompanhar o acesso dos filhos a essa ferramenta tendo todos os cuidados com o equilíbrio através da conversação (diálogo) mostrando os caminhos que podem prejudicá-los.

O incentivo a outras atividades em grupo como esportes coletivos, cursos, interação com os pais dos amigos da Web para puxar os filhos a uma convivência familiar para que estes se motivem ao convívio social.

Hoje a tecnologia está sendo dominante e nós que temos que dominá-la.

Grupo 2

Nós pais achamos que existe o lado positivo, bem como o lado negativo.

Pontos positivos: rapidez da comunicação

                                Avanço da informação.

Pontos negativos: - a falta de atenção que cria nos jovens.

                                 - Isolamento.

                                 - Falta de interesse por outras atividades.

Os filhos acham fundamental para a vida deles, para amizades, comunicação, estudo, diversão.

Nós pais,achamos que devemos direcionar essa habilidade dos jovens com a internet, para algum trabalho futuro. Também precisamos impor limites referente a horários, limitando seu tempo de uso. Monitorar sempre o que está acessando.

Colocar limites regras em relação ao uso adequado da internet, cada família com suas regras e seus conceitos. Essa era digital é muito positiva, se bem utilizada e, destrutível se não for bem utilizada.

Grupo 3

Entendemos que hoje a Internet é um processo sem volta, que trouxe muitas possibilidades ao mundo num todo.

Os nossos filhos precisam da internet para ter acesso às informações.

Os nossos filhos veem a internet como um meio de comunicação virtual, como uma diversão.

Os pais precisam se aperfeiçoar e aprender a lidar com esse meio de comunicação, para assim poder orientar e monitorar o que os nossos filhos estão vendo.

Temos que impor limite quanto ao uso, para que eles ainda tenham tempo de conversar com os pais.

Nós como pais responsáveis precisamos manter uma linha rígida com os nossos filhos, para que não aconteça a falta de diálogo e a permanência do uso da internet.

Exemplo: durante as refeições, precisamos exigir que todos se sentem à mesa para almoçar ou jantar, sem deixar que eles vão se alimentar na frente do computador.

Precisamos às vezes se colocar no lugar deles para saber o que eles pensam e o que necessitam. Propomos um controle conciliador.

Grupo 4

Vemos como uma grande ajuda para pesquisas escolares,porém com controle dos pais. Também como um grande problema quando os pais não tem conhecimento em informática.

Nossos filhos veem como relacionamento com amigos,pesquisas para escola e para jogar.

Vemos que os pais tem que impor limites, limitando horários de acesso e sites apropriados. Quando acontece um fato muito comentado na internet, chamar o filho para o esclarecimento.

Temos que conversar em família em horários como as refeições, levar os filhos para passeios para que todos possam fazer uma confraternização. Ter contato com pessoas. Fazer exercícios em família.

Grupo 5

Determinar horários para entrar no computador, quando ir e com horário. Hoje é muito difícil de ficar sem a internet.

- A internet é um instrumento bom para a pesquisa.

- Também tem caminhos errados.

- Determinar tempo no computador.

- Monitorar o computador.

- Conscientizar o que é certo ou errado.

- Conversar e sempre manter diálogo.

As gerações anteriores não davam muita liberdade aos filhos.

A geração atual dá liberdade: até das decisões da família.

Ter liberdade mais com conscientização do que é certo ou errado.

Grupo 6

Como os pais veem a Internet?

Usando como uma boa ferramenta obtemos bons resultados, no trabalho, na escola, pesquisas ....

Bom para quem tem parentes distantes que podem ter acesso a vida dos entes distantes.

Como os pais veem os filhos com a internet?

Primeiro achamos que os filhos usam para diversão, mas também usam para estudos, pesquisas etc....

O que decidimos.

Até certo ponto damos liberdade. Sempre monitorado pelos pais.

No nosso grupo decidimos que a internet é um ótimo meio de tecnologia. Ela veio para contribuir com o mundo globalizado em que vivemos.

Más, quando usada de maneira incorreta, torna-se uma ameaça à vida dos indivíduos que a utilizam.

Olhando pelo lado negativo, essa rede facilitou pessoas de má índole a se apropriarem dela para por em prática suas maldades contra crianças, idosos etc....

Os pais por sua vez, não impõe limites ao uso de seus filhos no facebook e etc. Assim tornando eles condicionados a viverem em função dessa máquina que futuramente Irã torná-los pessoas anti-sociais e retraídas.

Após as conclusões dos grupos e antes de compartilharem suas opiniões, apresentei as palavras do Papa Emérito Bento XVI.

4 – Meditemos sobre as palavras do nosso Papa Emérito Bento XVI:

O Papa Bento XVI, em pronunciamento recente, nos convoca a um olhar bastante positivo e a uma urgente co-responsabilidade para integrar tudo isso a favor do povo a partir da comunicação de vida plena anunciada por Jesus Cristo: “Convido os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web contribui para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição”.

Convido a todos para apresentarem comentários e sugestões para que possamos dar continuidade aos estudos e análises desta questão tão primordial no mundo de hoje, nas relações familiares, educacionais, de trabalho e em sociedade.

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