Estudos&Reflexões

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    Postado em 19 de mar. de 2008 17:41 por Cristo Rei Paróquia
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21 Coisas que todos os Catequistas deviam saber sobre Catequese

postado em 5 de nov. de 2009 17:29 por Julio Cesar Rodrigues

21 Coisas que todos os Catequistas deviam saber sobre Catequese
Entre muitos pensamentos sobre catequese, perdidos em folhas soltas, organizo alguns e partilho. Fica a esperança de reavivar a memória a uns e de mostrar algo de novo a tantos outros.

1. Catequese é mais do que ensinar doutrina.
2. Seguir o método da “Experiência Humana, Palavra de Deus, Expressão de Fé” trata-se de bom senso. Especialmente em catequeses mais ao estilo de palestra.
3. “Se o rebanho é mau, a culpa é do pastor.” Ai o drama! Calma. É apenas para dizer que a mudança tem de começar por ti, em vez de estar sempre a descarregar nas ovelhas ou nas ervas do monte.
4. A capacidade de atenção de um adulto resume-se a 20 minutos, a atenção de uma criança a 3 minutos, e a de um adolescente a 2 segundos (piadinha… mas dá que pensar).
5. Sem acolhimento em condições, não te espantes que eles estejam muito irrequietos e faladores… e digo por experiência própria;)
6. Catequese é mais do que uma actividade “fixe” extra-escolar.
7. Fazer um encontro fora das paredes da sala pode ser uma óptima experiência. Mas se estás à espera do tempo ideal, do sítio ideal, do grupo ideal… Espera sentadinho, está bem?
8. Interiorizar a palavra é mais do que explicar o sentido das coisas. Usa a retórica. Ajuda-os a encontrar eco junto da mensagem.
9. Se não consegues resumir o teu encontro numa única frase-chave, mais vale repensar tudo outra vez.
10. Uma fotografia, ou qualquer outra imagem, serve para te ajudar e não para te atrapalhar, distrair ou complicar.
11. Catequese é mais do que lições de moral e costumes.
12. Como diz a canção: se um catequizando desinteressado incomoda muita gente, dois catequizandos desinteressados incomodam muito mais! Conquista-os um a um e não desistas só porque achas que um deles “já não tem remédio”.
13. Lá porque o guia do catecismo não se adapta ao teu grupo, não significa que deva ser descartado por completo. O mapa pode estar desactualizado, mas continua a ser útil se te indicar o ponto A e o ponto B.
14. O planeamento serve para te ajudar e não para te cegar perante os imprevistos. Sempre que necessário, atreve-te a reformular o tópico e a abordagem, por favor.
15. Centra-te em ser simples e eficaz, deixa o floreado para as flores.
16. Catequese é mais do que espiritualidade barata.
17. Acompanhamento pessoal é poesia quando o catequista tem mais de 20 crianças/adolescentes à sua responsabilidade.
18. O exemplo da “catequese de Jesus” é para ser seguido. Caro catequista, estudá-Lo de forma mais científica não te vai fazer mal nenhum.
19. Agradar a gregos e troianos incapacita qualquer um de criar identidade de grupo ou de elaborar um trabalho coerente e responsável. Entendes? É que ninguém gosta de baratas tontas…
20. Quando tudo o resto estiver esquecido, lembra-te: sê autêntico!
21. Catequese é mais do que “catequista(s)+grupo”.
Silvino Henriques - http://procatequista.blogspot.com

Por que vocês rezam o terço?

postado em 5 de nov. de 2009 17:26 por Julio Cesar Rodrigues

Publicado por Alcebiades em 13/5/2008 (3792 leituras)
Por que vocês rezam o terço?
Um amigo meu, evangélico sereno, - que entre outras coisas admira os católicos pela firme defesa dos vínculos do matrimônio e do embrião humano, mesmo diante dos ataques diários que sofremos por essa postura na mídia - esses dias me questionava, dizendo não entender porque rezamos o terço, repetindo tantas vezes e sempre do mesmo jeito a saudação a Maria e à Trindade. Não vê sentido na repetição da mesma oração tantas vezes e não vê sentido na reza do terço.

Expliquei-lhe que não somos a única religião que repete preces, contando-as em pedrinhas, botões de rosas, terços ou colares de 12, 33, 50 ou 200 contas. São pedagogias usadas pelos judeus, budistas, muçulmanos, católicos e outros grupos de fé, para meditarem melhor, enquanto oram. Um livro, um objeto nas mãos, ou vênias com o corpo, ou com a cabeça podem ajudar na concentração daquele que ora. Listei os vinte mistérios um depois do outro. São contemplações.
O Brasil, pelo que eu saiba, é o único país onde, nós, católicos chamamos o rosário de terço. Outros paises não usam a palavra terço. Até há pouco tempo o rosário se dividia em três contemplações cada uma de cinco mistérios. Dava quinze meditações sobre a vida de Cristo divididas em 3 grandes contemplações, como foram testemunhadas por Maria, ou sobre a própria Maria, em vista do seu Filho.
O atual Papa acrescentou mais uma contemplação de Cristo e suas luzes com mais cinco mistérios da luz. Assim, os católicos de agora são chamados a pensar em 20 episódios da vida de Jesus divididos em mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. Contemplamos as doçuras e as alegrias de sua infância, as luzes de sua doutrina e da sua presença, já adulto, no meio do povo; as dores da sua paixão e do seu martírio pela humanidade, naqueles dias de conflito, e finalmente a glória de sua ressurreição e das suas conseqüências.
Escolhemos meditar estes mistérios com a Mãe Dele, que cremos estar no céu a nos ouvir, porque sabemos que Maria viu tudo, riu, sofreu junto e esteve lá como Mãe e primeira cristã. É um exercício de contemplação e de santa imaginação. É como se nós também estivéssemos lá com Maria. Então nós a saudamos dez vezes, a cada mistério, após repetir a oração ensinada pelo Filho dela, e antes de louvar o Deus Uno e Trino.
Deveríamos talvez falar agora, em orar "uma quarta" (parte) do rosário e não mais "um terço", já que o rosário agora tem quatro partes. A meu ver é uma excelente pedagogia e tornou-se oração comum em toda a Igreja. Faz um bem enorme às pessoas simples e aos católicos cultos, que entendem o valor dessa repetição. Outras religiões também o fazem do seu jeito.
Não é obrigatório, mas é um momento da fé. É dialogado. Nunca o ouvi gritado. É sereno. Não é momento mágico, nem se pode dizer que é sempre seguido de recompensas ou milagres. Costuma ser um momento forte de catequese. Mesmo que nada de especial aconteça ao fiel, o mero fato de meditar mais uma vez a vida de Cristo e de sua testemunha mais fiel, já é uma graça especial.
Acho que ele entendeu. Deu-me um toque nos ombros e disse: "É bem bíblico e, explicado desse jeito, faz sentido". E faz!

Pe Zezinho, SCJ

fonte: http://www.alcebiades-junior.blogspot.com/

O CAMINHO DA SALVAÇÃO

postado em 24 de abr. de 2009 04:34 por Julio Cesar Rodrigues

O CAMINHO DA SALVAÇÃO

A escolha mais importante da sua vida


Caro(a) amigo(a),

Você sabe qual a coisa mais importante que podemos obter nesta vida, neste mundo? Eu direi a você. Não estamos neste mundo com o intuito de passarmos uma simples “temporada” sem importância. Há algo maior, uma decisão que você (assim como todo ser humano) precisa tomar e que portanto deve ser uma decisão consciente. Esta escolha é sobre a salvação de nossas almas. Não existe meta maior do que esta. Não existe algo mais importante. Veja o que disse Jesus Cristo em certa ocasião:

“Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?” (Mc 8,36-37)

Você poderia então me perguntar: mas, como posso salvar a minha vida? Como posso obter a salvação da minha alma?

Buscarei mostra-lhe isso passo a passo, a partir deste momento. Peço que você possa acompanhar-me.

Deus ama você.

Deus nos criou por amor. Mesmo sendo Deus completo em si mesmo e não necessitando de nada exterior a si, Ele desejou trazer à existência seres que compartilhassem de sua santidade, felicidade e glória. Você, querido(a) amigo(a), é chamado a realizar na sua vida, a vocação de Filho(a) de Deus. Deus ama você de um modo que ninguém jamais poderia amar, pois Ele te criou. Vejamos algumas passagens da Escrituras que falam sobre este Amor de Deus:

"Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca”. (Is 49,15)

"Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16)

"Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”. (Rm 5,8)

"Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor". (1Jo 4,8)

Deus ama a cada um dos seus filhos de modo especial e particular. Não deseja que nenhum deles se perca, se condene.

"O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam". (2Pd 3,9)

Você pode estar se perguntando: mas se Deus nos criou por amor e nos ama incomparavelmente, por que tanto sofrimento no mundo e por que, quase sempre, é difícil perceber a sua presença? 

A causa disso tudo é o pecado.

O Pecado (a queda da humanidade). 

Deus nos criou dotados de inteligência e liberdade. A esta liberdade chamamos de livre-arbítrio. É a capacidade de escolhermos livremente nossas decisões. Sem verdadeira liberdade não pode haver verdadeiro amor. Caso Deus nos houvesse criado sem o atributo de liberdade nós seriamos como robôs a servi-lo.

A liberdade permite ao homem escolher se deseja amar ou não a Deus. Foi o abuso desta liberdade que levou a humanidade à desobediência.  Somente a Deus cabe decidir o que é mal e o que é bom, pois Ele criou todas as coisas. Mas, movidos pelo orgulho, o homem e a mulher desejaram tomar de Deus este atributo exclusivo d’Ele. Daí vem todo o mal do mundo, toda a desarmonia e sofrimento.

Por causa do pecado afastamo-nos de Deus. Abriu-se como que um abismo entre a humanidade e seu Criador. Pelo ato da desobediência, nós (humanidade) rejeitamos o Plano Divino da salvação e escolhemos o nosso próprio. Assim perdemos o paraíso, que significa a felicidade, harmonia e santidade originais que o homem tinha por ser criado por Deus e viver em harmonia com Ele. 

"mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente". (Gn 2,17)

"Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos". (Rm 5,19)

Assim como Deus havia dito, o homem tornou-se mortal. Pois o pecado original retirou da humanidade a santidade, harmonia e justiça originais. Rompeu-se, desta forma, a comunhão harmoniosa que havia entre o homem e Deus, e entre o homem e a natureza. Como sabiamente disse Santo Agostinho: “Sem o Criador, a criatura se esvai”.

O homem estava perdido, condenado. Não tinha méritos em si mesmo para recuperar aquilo que havia perdido por sua desobediência e orgulho. Estava desta forma apartado de Deus. No entanto Deus não abandona o homem, e já após a sua queda promete-lhe a redenção:

"Porei ódio entre ti [a serpente, simbolizando o demônio] e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar". (Gn 3,15)

Deus promete que um descendente da mulher irá esmagar (derrotar) a serpente, ou seja , o demônio e o pecado, inimigos de Deus e da humanidade. 

Que descendente é este?

O Salvador 

Com a humanidade separada de Deus e sem possuir méritos próprios para se redimir de suas faltas, somente um homem com méritos infinitos poderia ser um sacrifício redentor por todos os homens. Assim o Verbo Eterno, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, encarnou-se no seio de uma Virgem, Maria, para tomar nossa humanidade e redimir-nos. Foi o seu Sacrifício Redentor na cruz que rasgou o ‘véu’ que separava a humanidade de Deus, somente n’Ele temos a salvação e a vida eterna.

"Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". (Jo 14,6)

"Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas". (Jo 12,46)

Jesus Cristo, Deus Eterno encarnado no seio da humanidade é a Verdade e a Luz da Salvação para todos.

Mas, para que a salvação aconteça na sua vida, e na de qualquer um, é necessário crer em Jesus Cristo. E CRER neste sentido não é somente acreditar que Cristo existe, ou que é o Salvador. Crer é também comprometer a sua vida, sua moral, práticas e atitudes em geral com Cristo. É, enfim, praticar os mandamentos de Jesus. Quem não pratica se engana (não crê realmente) e não se salva.

"Se me amais, guardareis os meus mandamentos". (Jo 14,15)

"Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos". (Tg 1,22)

É preciso buscar uma vida conforme a vontade de Deus. Renunciar aos pecados.

"Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo". (Jo 8,34)

“Um jovem aproximou-se de Jesus e lhe perguntou: Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna? Disse-lhe Jesus: Por que me perguntas a respeito do que se deve fazer de bom? Só Deus é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. Quais?, perguntou ele. Jesus respondeu: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, amarás teu próximo como a ti mesmo”. (Mt 19,16-19)

É necessário para realmente CRER em Jesus cumprir sua vontade, seus mandamentos. E seus mandamentos visam tão somente o bem de todos os homens. Ensinam aos homens as relações de verdadeiro amor, respeito e justiça, aos moldes do que o mesmo Deus de Justiça e Amor tem por nós.

A Igreja

Somente Jesus Cristo salva, esta é a verdade. Porém, Jesus salva através dos meios que ele escolheu. 

Tolamente se engana aquele que imagina crer em Jesus Cristo e na verdade ‘pinça’ (escolhe) aqui e acolá alguns dos ensinamentos do Salvador, e não os aceita em sua totalidade. Quem assim procede é um morno, e não há lugar para mornos no Reino de Deus (cf. Ap 3,15). 

Assim Nosso Senhor Jesus Cristo ensina que para salvar-se é preciso inicialmente crer e ser batizado:

"Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado". (Mc 16,16)

E também praticar os seus mandamentos (fazer Boas Obras):

"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus". (Mt 7,21)

"Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?" (Tg 2,24)

Uma fé sem obras é morta e estéril (não pode gerar vida). Assim como somente as obras não podem salvar-nos sem a fé, pois fomos resgatados por um Dom Gratuito de Deus, também a fé teórica (sem prática), não nos salva.

Cristo desejou a unidade e a pediu:

"Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um:" (Jo 17,22)

E a Palavra diz:

"Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo". (Ef 4,5)


No entanto, apesar de tão claro ensinamento, dizem possuir a unidade, aqueles que se dividem em mais de 30.000 seitas diferentes, com crenças, doutrinas, batismos e ensinamentos diferentes. Ora isso é pecar contra o Espírito Santo, pois o mesmo não poderia inspirar a confusão.

Jesus ainda disse:

"(...) Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a  vida em vós mesmos". (Jo 6,53)

A Verdadeira Igreja de Cristo é a Igreja Católica Apostólica Romana. Só ela guarda em totalidade estes mandamentos. Só ela foi fundada por Jesus Cristo. Só ela foi fundada sobre Pedro, rocha visível da Rocha Invisível (cf. Mt 16,18-19). Só ela tem 2000 anos. Só ela vem dos tempos apostólicos e guarda fielmente o Depósito da Fé. Os pecados dos filhos desobedientes as palavras da Igreja, não puderam e não podem manchar a Igreja e sua sã doutrina, pois ela é a Esposa de Cristo. Sobre ela Cristo afirmou que “as postas do inferno não prevalecerão” (cf. Mt 16,18).

Sobre seus apóstolos Cristo afirmou:

"Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou". (Lc 10,16)

O apóstolo São Paulo afirma que a fé é obediência (cf. Rm 16,26). Portanto não é orgulho e rejeição daqueles que Deus constituiu. Foi o pecado do orgulho que levou o inimigo de Deus, Lúcifer a rebelar-se e a dizer: “Não, não servirei”.

É a viver e a praticar esta fé católica, que eu te convido querido(a) irmão(ã). Deixe de viver uma fé teórica, sem prática e vida. Reconheça Cristo Jesus como Salvador e busque os meios para praticar e obedecer os seus mandamentos.

Você pode neste momento orar a Cristo assim:

“Senhor Jesus Cristo, a partir deste momento desejo crer em Ti de uma forma nova. Uma forma viva e verdadeira. Perdoa-me Senhor, todos os meus pecados e ofensas. Aqueles pecados que cometi contra ti, meus próximos e meus semelhantes. A partir de agora creio em ti como meu Senhor e Salvador. Ensinai-me a fé verdadeira e a ser um filho fiel da tua Santa Igreja. Concede-me a perseverança, as graças e as virtudes necessárias para a minha salvação. Amém”.

Se você deu este passo de fé agora... então o céu canta louvores por sua causa:

"Digo-vos que haverá júbilo entre os anjos de Deus por um só pecador que se arrependa". (Lc 15,10)

Louvado seja Deus pelo seu primeiro passo neste Santo Caminho!

Neste mesmo arquivo, você encontrará ainda muitas outras informações sobre a autêntica fé cristã... a fé católica.

Deus te abençoe!!!

Abuso da palavra pode transformar a vida em um inferno

postado em 14 de jul. de 2008 04:24 por Julio Cesar Rodrigues

Abuso da palavra pode transformar a vida em um inferno
13/07/2008

Padre Raniero Cantalamessa comenta a liturgia dominical

ROMA, sexta-feira, 11 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário de Raniero Cantalamessa, OFM Cap. --pregador da Casa Pontifícia--, à liturgia do próximo domingo.


XV domingo do tempo comum

Is 55, 10-11; Rm 8, 18-23; Mt 13, 1-23


Um Deus de palavra

A leitura deste domingo fala da Palavra de Deus com duas imagens que se entrecruzam: a da chuva e a da semeadura. Isaías, na primeira leitura, compara a Palavra de Deus à chuva que desce do céu e não retorna sem ter irrigado e feito germinar; Jesus, no Evangelho, fala da Palavra de Deus como uma semente que cai sobre a terra diversa e produz frutos diversos. A Palavra de Deus é semente porque gera vida e é chuva que alimenta a vida, que permite à semente brotar.

Falando da Palavra de Deus, esquecemos frequentemente do fato mais comovedor de todos: que Deus fale. O Deus bíblico é um Deus que fala! “Nosso Deus vem vindo e não se calará”, (Sl 49, 3); o próprio deus repete frequentemente: “Escuta, povo meu, quero falar” (Sl 50, 7). Nisto a Bíblia vê a diferença mais clara com os ídolos, que “têm boca mas não falam” (Sl 114,5).

Mas que significado devemos dar a expressões tão antropomórficas como “Deus disse a Adão”, “assim fala o Senhor”, “disse o Senhor”, “oráculo do Senhor” e outras parecidas? Trata-se evidentemente de um falar diferente do humano, um falar aos ouvidos do coração. Deus fala como escreve! “Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração”, diz o profeta Jeremias (31, 33). Ele escreve sobre o coração e também suas palavras ressoam no coração. Disse-o expressamente através do profeta Oséias, falando de Israel como de uma esposa infiel: “Por isso a atrairei, conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração” (2, 16).

Deus não tem boca nem alento humano: sua boca é o profeta, seu alento é o Espírito Santo. “Tu serás minha boca”, diz Ele mesmo a seus profetas. Afirma também “colocarei minha palavra em teus lábios”. Este é o sentido da célebre frase: “homens movidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pedro 1, 21). A tradição espiritual da Igreja cunhou a expressão “vozes interiores” para esta maneira de falar dirigida à mente e ao coração.

E, no entanto, trata-se de um falar no verdadeiro sentido; a criatura recebe uma mensagem que pode traduzir em palavras humanas. Tão vivo e real é o falar de Deus que o profeta recorda com precisão o lugar, o dia e a hora em que certa palavra “veio” sobre ele. Tão concreta é a Palavra de Deus que dela se diz que “cai” sobre Israel, como se fosse uma pedra (Is 9, 7), ou como se fosse um pão que se come com satisfação: “vossa palavra constitui minha alegria e as delícias do meu coração” (Jr 15, 16). Nenhuma voz humana chega ao homem com a profundidade com que chega a palavra de Deus. “Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4, 12). Às vezes, “fendem-se os cedros à voz do Senhor” (Sl 28), outra vezes, parece o “murmúrio de uma brisa ligeira” (1 Reis 19, 12). Conhece todos os tons do falar humano.

Essa natureza interior e espiritual do falar de Deus muda radicalmente no momento em que “o Verbo se fez carne”. Com a vinda de Cristo, Deus fala também com voz humana, que se pode ouvir com os ouvidos não só da alma, mas também do corpo. A Bíblia atribui, como se pode ver, à palavra uma dignidade imensa. Não faltaram tentativas de mudar a solene afirmação com a que João inicia seu Evangelho: “No principio existia a Palavra”. Goethe faz dizer Fausto: “No princípio existia a ação”, e é interessante ver como o escritor chega a esta conclusão. Não posso, diz Fausto, dar à “palavra” um valor tão alto; talvez devo entendê-la como o “sentido”; mas, pode o sentido ser o que todo o atua e crê? Então deveria dizer: “No princípio existia a força”? Mas não, uma iluminação repentina me sugeriu a resposta: “No princípio existia a ação”.

Mas são tentativas de correção injustificadas. O Verbo, o Logos de João contém todos os significados que Goethe assinala aos demais termos. Este, como se vê no resto do Prólogo, é luz, é vida, é força criadora.

Deus criou o homem “à sua imagem” precisamente porque o criou capaz de falar, de comunicar e de estabelecer relações dotado de palavra. Para ser, não só “a imagem”, mas também “à semelhança de Deus (Gn 1, 26), não basta que o homem fale, mas que deve imitar o falar de Deus. O conteúdo e motor do falar de Deus é o amor. Deus fala pelo mesmo motivo que cria: “Para infundir seu amor em todas as criaturas e deleitá-las com os esplendores de sua glória”, como diz a Oração Eucarística IV. A Bíblia, desde o princípio até o fim, não é mais que uma mensagem de amor de Deus a suas criaturas. Os tons podem mudar, mas a substância é sempre e somente o amor.

Deus se serviu da palavra para comunicar a vida e a verdade, para instruir e consolar. Isto nos suscita a pergunta: que uso fazemos da palavra? Em seu drama “Entre quatro paredes”, Sartre nos dá uma imagem impressionante do que se pode converter a comunicação humana quando falta o amor. Três pessoas são introduzidas, em breves intervalos, em um quarto. Não há janelas, a luz está ao máximo e não há possibilidade nenhuma de apagá-la, faz um calor sufocante, e não há nela nada mais que um assento para cada um. A porta, naturalmente, está fechada. Quem são estas pessoas. São três mortos, um homem e duas mulheres, e o lugar em que se encontram é o inferno. Não há espelhos, e cada um não pode ver-se mais que através das palavras do outro, que lhe oferece a imagem mais horrível de si mesmo, sem nenhuma misericórdia, ao contrário, com ironia e sarcasmo.

Quando depois de um momento suas almas se desnudaram uma a uma e as culpas das que se envergonham saíram à luz uma a uma e desfrutadas pelos outros sem piedade, um dos personagem diz aos outros dois: recorda, as chamas, as torturas do fogo. Não há nenhuma necessidade de tormentos: o inferno são os outros.

O abuso da palavra pode transformar a vida em um inferno. São Paulo dá aos cristãos esta regra de outro a propósito das palavras: “Nenhuma palavra má saia da vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que ouvem” (Ef 4, 29). A palavra boa é a que sabe escolher o lado positivo de uma ação e de uma pessoa, e que, inclusive quando corrige, não ofende; palavra boa é a que dá esperança. Palavra má é toda palavra dita sem amor, para ferir e humilhar o próximo. Se a palavra má sai dos lábios, será necessário retratar-se. Vejamos alguns versos do poeta italiano Metastasio:

"Voce dal sen fuggita / Voz que del seno ha salido

più richiamar non vale; / ya no vale la pena ser retirada

non si trattien lo strale, / no puede detenerse la fecha

quando dall'arco uscì". /cuando ha salido del arco

(Pode-se retirar uma palavra saída da boca, ou ao menos limitar seu efeito negativo, pedindo perdão. Que dom, então, para nossos semelhantes e que melhora da qualidade de vida no seio da família e da sociedade!)

A verdade sobre astrologia - por Pe. Alberto Gambarini

postado em 20 de abr. de 2008 13:54 por Cristo Rei Paróquia

A verdade sobre astrologia
a astrologia foi obrigada a engolir três sapos...
   Uma das perguntas mais comuns entre as pessoas é: qual o seu signo? Na maioria dos jornais, das revistas e de outros meios de comunicação também está presente a seção dedicada ao horóscopo ou astrologia. O horóscopo é a "previsão" sobre o futuro das pessoas, países...realizado por astrólogos. Chama-se essa prática de astrologia que nada mais é que uma antiga prática ocultista, em que se crê na influência dos astros nos acontecimentos da vida.     A ciência já provou não existir nenhuma consistência nessa crença. É importante pensarmos sobre certos pontos da astrologia:
-A astrologia surgiu em tempo em que se pensave que os astros giravam em torno da terra, quando na verdade ele gira em torno do sol.

-O número de planetas reconhecidos pelos astrólogos até 1781 era de seis. Nesse mesmo ano foi descoberto Urano; Netuno em 1846 e Plutão em 1930. Fica uma questão: se os astros exercem alguma influência sobre o comportamento humano, então eles têm 
poder mesmo ainda não sendo conhecidos. E como os astrólogos podem determinar o destino de alguém se existem forças desconhecidas?

-Gêmeos idênticos deveriam ter o mesmo caminho traçado pela estrelas e pelos planetas. Entretanto, a realidade é outra: existe a possibilidade de um viver e outro morrer no nascimento; no decorrer da vida, um poderá ter sucesso e outro fracasso...

   O prof. Sérgio Menge de Freitas da Universidade Federal do Rio de Janeiro deixou-nos um artigo em que escreve:

"A astrologia nasceu coerente com a astronomia de uma época. De lá para cá, a astronomia progrediu muito, e a astrologia praticamente não incorporou progresso algum da astronomia, a não ser quando foi obrigada a 'ENGOLIR TRÊS SAPOS': adotou Urano, Netuno e Plutão...Enfim, incorporou os três, mas não incorporou satélites, associações reais ente estrelas, galáxias, pulsars, quasars, buracos negros, etc.

   A bíblia é muito clara quanto à proibição da prática da astrologia:
"Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia , aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou invocação dos mortos, porque o Senhor, Teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas..."
(Dt 18,10-12).

pe. Alberto Gambarini
Extraído do livro 'Católico pode ou não pode?'

Autenticidade dos Evangelhos - Prof. Felipe de Aquino

postado em 20 de abr. de 2008 13:44 por Cristo Rei Paróquia

Autenticidade dos Evangelhos
Como é comprovada sua autenticidade...

Muitos, por desconhecerem as fontes seguras da nossa fé, perguntam: "são de fato os Evangelhos históricos, ou será que foram "inventados" pela Igreja? 

Da sua parte, a Igreja não tem dúvida de que os Evangelhos são rigorosamente históricos. É o que nos diz a Constituição Apostólica Dei Verbum, sobre a Revelação divina: 

"A santa mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a salvação deles, até o dia em que foi elevado" (DV, 19). 

Sabemos que os originais (autógrafos) dos Evangelhos, tais como sairam das mãos Mateus, Marcos, Lucas e João, se perderam, dada a fragilidade do material usado (pele de ovelha ou papiro). 

Entretanto, ficaram-nos as cópias antigas desses originais, que são os papiros, os códices unciais (escritos em caracteres maiúsculos sobre pergaminho), os códices minúsculos (escritos mais tarde em caracteres minúsculos) e os lecionários (antologias de textos para uso litúrgico). 

Conhecem-se cerca de 5236 manuscritos do texto original grego do Novo Testamento, comprovados como autênticos pelos especialistas. Estão assim distribuídos: 81 papiros; 266 códices maiúsculos; 2754 códices minúsculos e 2135 lecionários. 

a) Os papiros são os mais antigos testemunhos o texto do Novo Testamento. Estão assim distribuídos pelo mundo: 

Número Conteúdo Local Data (Séc.) 
p1 Evangelhos Filadélfia (USA) III 
p2 Evangelhos Florença VI 
p3 Evangelhos Viena (Áustria) VI/VII 
p4 Evangelhos Paris III 
p5 Evangelhos Londres III 
p6 Evangelhos Estrasburgo IV 
p7 Atos Berlim IV 

Desses papiros alguns são do ano 200, o que é muito importante, já que o Evangelho de São João foi escrito por volta do ano 100. 

b) Os códices unciais são verdadeiros livros de grande formato, escritos em caracteres maiúsculos (unciais). Uncial vem de "uncia", polegada em latim. 

Em resumo, há mais de duzentos códices unciais, espalhados por Moscou (K 018; V 031; 036); Utrecht (F 09); Leningrado (P 025); Washington (W 032); Monte Athos (H 015; 044); São Galo (037) ... 

Desses dados é fácil entender que a pesquisa e o estudo dos manuscritos do Novo Testamento não dependem de concessão do Vaticano, pela simples razão que a sua maioria não está em posse da Igreja. Só há um código datado do século IV, no Vaticano.As pesquisas sempre foram realizadas independentemente da autorização da Igreja Católica. 

Os manuscritos bíblicos são manuscritos da humanidade; muitos foram levados do Oriente, por estudiosos e outros interessados, para as bibliotecas dos países ocidentais, onde se acham guardados até hoje. 

Como vimos, existem hoje mais de cinco mil cópias manuscritas do Novo Testamento datadas dos dez primeiros séculos. Algumas são papiros dos séculos II/III. O mais antigo de todos é o papiro de Rylands, conservado em Manchester (Inglaterra) sob a sigla P. Ryl. Gk. 457; do ano 120 aproximadamente, e contém os versículos de Jo 18,31-33.37.38. 

Ora, se observarmos que o Evangelho de S. João foi escrito por volta do ano 100, verificamos que temos um manuscrito que é, então, cópia do próprio original. 

As pequenas variações encontradas nessas cinco mil cópias são meramente gramaticais ou sintáticas e que não alteram o seu conteúdo. Os estudiosos, estudando este grande número de manuscritos antigos, concluem que é possível reconstruir a face autêntica original do Novo Testamento, que é o que hoje usamos. 

Uma comparação muito interessante é confrontarmos esse tipo de testemunhas do texto original do Novo Testamento, com as obras dos clássicos latinos e gregos usados pela humnanidade. Verificamos que é muito privilegiada a documentação hoje existente para se construir a face autêntica do Novo Testamento. Eis alguns dados conhecidos: 

Escritor Época do Tempo decorrido entre o escritor e a primeira cópia de suas obras. 

Córnélio Nepos 32 aC 1 200 anos 

Platão 347 aC 1 300 anos 

Tucídides 395 aC 1 300 anos 

Eurípedes 407 aC 1 600 anos 

Vemos, então, que a transmissão desses clássicos antigos, gregos e latinos, tão usados pela humanidade, tiveram uma transmissão muito mais precária do que o Novo Testamento, com os seus mais de 5000 manuscritos, muito mais próximos de seus originais. Se a humanidade não põe em dúvida a autenticidade desses textos latinos e gregos, então, jamais poderá questionar a autencidade do Novo Testamento. 

As fontes dos primeiros séculos confirmam a autenticidade do Novo Testamento. Vejamos apenas uns poucos exemplos. 

Evangelho de Mateus - No ano 130 o Bispo Pápias, de Hierápolis na Frígia, região da Ásia Menor, que foi uma das primeiras a ser evangelizada pelos Apóstolos, fala do Evangelho de São Mateus dizendo: 

"Mateus, por sua parte, pôs em ordem os dizeres na língua hebraica, e cada um depois os traduziu como pode" (Eusébio, História da Igreja III, 39,16). 

Quem escreveu essas palavras foi o bispo Eusébio, de Cesaréia na Palestina, quando por volta do ano 300 escreveu a primeira história da Igreja. Ele dá o testemunho histórico de Pápias. Note que Pápias nasceu no primeiro século, isto é, no tempo dos próprios Apóstolos; S. João ainda era vivo. Portanto este testemunho é inequívoco. 

Outro testemunho importante sobre o Evangelho de Mateus é dado por Santo Irineu (†200), do segundo século. Ele foi discípulo do grande bispo S. Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista. S. Irineu na sua obra contra os hereges gnósticos, fala do Evangelho de Mateus, dizendo: 

"Mateus compôs o Evangelho para os hebreus na sua língua, enquanto Pedro e Paulo em Roma pregavam o Evangelho e fundavam a Igreja." (Adv. Haereses II, 1,1). 

Evangelho de São Marcos - É também o Bispo de Hierápolis, Pápias (†130) que dá o primeiro testemunho do Evangelho de Marcos, conforme escreve Eusébio: 

"Marcos, intérprete de Pedro, escreveu com exatidão, mas sem ordem, tudo aquilo que recordava das palavras e das ações do Senhor; não tinha ouvido nem seguido o Senhor, mas, mais tarde...., Pedro. Ora, como Pedro ensinava, adaptando-se às várias necessidades dos ouvintes, sem se preocupar em oferecer composição ordenada das sentenças do Senhor, Marcos não nos enganou escrevendo conforme recordava; tinha somente esta preocupação, nada negligenciar do que tinha ouvido, e nada dizer de falso" (Eusébio, História da Igreja, III, 39,15). 

Evangelho de São Lucas - O Prólogo do Evangelho de S. Lucas, usado comumente no século II, dava testemunho deste Evangelho, ao dizer: 

"Lucas foi sírio de Antioquia, de profissão médica, discípulos dos apóstolos, mais tarde seguiu Paulo até a confissão (martírio) deste, servindo irrepreensivelmente o Senhor. Nunca teve esposa nem filhos; com oitenta e quatro anos morreu na Bitínia, cheio do Espírito Santo. Já tendo sido escritos os evangelhos de Mateus, na Bitínia, e de Marcos, na Itália, impelido pelo Espírito Santo, redigiu este Evangelho nas regiões da Acaia, dando a saber logo no início que os outros Evangelhos já haviam sido escritos." 

Evangelho de São João - é Santo Ireneu (†202) que dá o seu testemunho: 

"Enfim, João, o discípulo do Senhor, o mesmo que reclinou sobre o seu peito, publicou também o Evangelho quando de sua estadia em Éfeso. 

Ora, todos esses homens legaram a seguinte doutrina: ... 

Quem não lhes dá assentimento despreza os que tiveram parte com o Senhor, despreza o próprio Senhor, despreza enfim o Pai; e assim se condena a si mesmo, pois resiste e se opõe à sua salvação - e é o que fazem todos os hereges". (Contra as heresias) 

O Catecismo da Igreja afirma com toda a segurança: 

"A Igreja defende firmemente que os quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem exitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para a eterna salvação deles, até ao dia que foi elevado"(§ 126). 

A Palavra de Deus, interpretada pela Igreja, é a Luz do cristão! Sem ela caminhamos nas trevas do erro, das falsas doutrinas, nas enganações de tantos misticismos sem fundamentos e nos subjetivismos de muitos que se julgam "iluminados". 

Só Deus tem autoridade para instituir uma Religião. Ninguém mais. E Deus quis encarnar-se na Pessoa de Jesus Cristo para se revelar aos homens e para revelar-lhes a Sua Religião, a Sua Doutrina, a qual confiou à Sua Igreja, firmada em Pedro e nos Apóstolos, para que ser preservada.. 

Jesus impressionava as multidões porque é Deus, "ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas" (Mt. 7,29). 

Ele provou que é Deus; isto é, Senhor de tudo, onipotente, oniciente, onipresente: andou sobre as águas sem afundar (Mt 14,26), multiplicou os pães (Mt 15,36), curou leprosos (Mt 8,3), dominou a tempestade (Mt 8,26), expulsou os demônios (Mt. 8,32), curou os paralíticos (Mt 8,6), ressuscitou a filha de Jairo (Mt 9,25), o filho da viúva de Naim, chamou Lázaro do túmulo, já em estado de putrefação (Jo 11, 43-44), transfigurou-se diante de Pedro, Tiago e João, no Monte Tabor (Mt 17,2) e ressuscitou triunfante dos mortos (Mt 28,6)... 

Os Evangelhos narram 37 grandes milagres de Jesus, sem contar os que não foram escritos. Provou que era Deus! 

S.Pedro diz, como testemunha: 

"Vimos a sua majestade com nossos próprios olhos" (2 Pe 1,16). 

Harnack, racionalista alemão, foi obrigado a afirmar: 

"O caráter absolutamente único dos Evangelhos é, hoje em dia, universalmente reconhecido pela crítica" (Jesus Cristo é Deus ? José Antonio de Laburu, ed. Loyola, pág. 55). 

Streeter, grande crítico inglês afirmou que: 

"Os Evangelhos são, pela análise crítica, os que detém a mais privilegiada posição que existe"( idem). 

Os mais exigentes críticos do século XIX, Hort e Westcott, foram obrigados a afirmar: 

"As sete oitavas partes do conteúdo verbal do Novo Testamento não admitem dúvida alguma. A última parte consiste, preliminarmente, em modificações na ordem das palavras ou em variantes sem significação. De fato, as variantes que atingem a substância do texto são tão poucas, que podem ser avaliadas em menos da milésima parte do texto" (idem pág. 56). 

Enfim, os inimigos da fé, quiseram destruir os Evangelhos, e acabaram reconhecendo-os como os Livros mais autênticos, segundo a própria crítica racionalista. 

Santa Teresinha, doutora da Igreja, dizia: 

" É acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas orações; nele encontro tudo que me é necessário para a minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos". 

DO LIVRO "ESCOLA DA FÉ II" do Prof. Felipe de Aquino

Católico ou espírita? por Padre Alberto Gambarini

postado em 20 de abr. de 2008 13:35 por Cristo Rei Paróquia

Católico ou espírita?
Uma coisa não tem nada a ver com a outra...

Qual a origem do espiritismo?
   Desde os tempos antigos o homem buscou o contato com os mortos. A organização do espiritismo foi feita somente no século passado, em 1848, quando nos Estados Unidos, as irmãs Fox divulgaram fatos estranhos atribuídos a contatos com o além. Todavia, em 1888 as mesmas irmãs Fox, em entrevistas reveladas a um jornal americano, revelaram ser tudo uma fraude(mentira inventada). Neste meio tempo, na França, um homem conhecido como Allan Kardec, influenciado por essa onda de pensamento, publica em 1857 o "livro dos espíritos". Esta data é tida como da fundação do espiritismo.

O que pretende o espiritismo?
   O espiritismo se apresenta como a verdadeira religião. Para os espíritas a Bíblia contém uma mensagem "de valor secundário, ou revogada em 90% de seu texto". É importante lembrar Apocalipse 22,19: "E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descrita neste livro". Aqui percebemos um dos motivos pelo qual o cristão não pode ser espírita.
   O espiritismo acredita na reencarnação, a Bíblia nos ensina o contrário. Hb 9,27:"Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo".

Como explicar os fenômenos espíritas? Será que de fato os espíritos baixam?
   Começamos esta explicação com uma afirmação de Allan Kardec: "Posso dizer que nestes 40 anos quase todos os médiuns célebres passaram por meu salão e a quase todos surpreendi em fraude". Ao lado desta colocação existem as experiências feitas em sessões espíritas e em sua maioria concluem: "Não existem provas da presença dos espíritos, pois os espíritos nunca puderam provar que sabem qualquer coisa". Todavia, não podemos cair no extremo de afirmar que tudo é mentira ou embuste.

Então existe a manifestação de espíritos?
   Aqui é preciso ter claro dois pontos:
a) Algumas incorporações(baixar espírito) não passam de um condicionamento psíquico produzido pela própria pessoa ou pelo ambiente do centro espírita ou do terreiro.
b) Existem aquelas manifestações de espíritos que são manifestações de maus espíritos. Os espíritas geralmente dizem:"Existem bons e maus espíritos, nós lidamos somente com os bons". O que é uma contradição, pois os bons espíritos conhecem a Palavra de Deus, e não a desobedem.
   A Bíblia sempre nos diz que existem anjos que podem com a permissão de Deus comunicar-se conosco. Por exemplo, em Lc 1,26, o anjo Gabriel é enviado a Maria, mãe de Jesus.  A diferença entre essa aparição bíblica e o que acontece nos centros ou terreiros é evidente: Maria não evocou e nem incorporou, ele foi enviado por Deus; já nos centros e terreiros os espíritas são evocados, e isto é proibido pela Palavra de Deus:(Dt 18,10-14; Lv 19,31; Lv 20,6; Lv 20,27).
   A atitude correta é não se envolver com essas práticas e destruir todos os objetos a ela ligados, e estar unidos a Jesus, pela prática da sua Palavra.

Padre Alberto Gambarini
extraído do livro "Perguntas e respostas sobre a fé"

A Vigília Pascal

postado em 21 de mar. de 2008 18:03 por Cristo Rei Paróquia

Com a chegada da noite, entramos no coração de nossas celebrações da semana santa. É a hora da grande vigília, a vigília pascal, "a mãe de todas as vigílias" (St. Agostinho). A vigília pascal é o ponto alto de todo o ano litúrgico, a celebração mais importante na vida do cristão. Nela celebramos o mistério da redenção humana.

A celebração da Páscoa começava com uma vigília bastante extensa. "Permaneçam vigilantes toda a noite com orações, súplicas, leitura dos profetas, do Evangelho e dos salmos, com temor e tremor, em contínua prece até o amanhecer... (Didascalia, 21)

Ao longo do tempo a vigília, especialmente no Ocidente, desenvolveu-se três feições novas: o batismo dos catecúmenos, a iluminação e bênção do círio pascal e a bênção do fogo novo. Por ocasião da revisão dos ritos romanos da Semana Santa (1955) incluíram a renovação das promessas do batismo.

A bênção da luz vem de origem da bênção judaica da lâmpada na véspera do Sábado, retomada pelos cristãos.

A bênção do círio pascal era popular no Ocidente desde os sécs. IV e V. Aos poucos o círio único foi recebendo maior importância; certos cantos de louvor ao círio, laus cerei, já apareciam no final do séc. IV, sendo o atual Exultet, a sua versão galicana; deve-se inscrever no círio uma cruz, com cinco grãos de incenso para representar as cinco chagas de Cristo, segundo o Sacramentário Gelasiano, um documento dos sécs. VII-VIII.

A bênção do fogo novo e a procissão da luz distinguiam-se originalmente da bênção do círio pascal, segundo afirmações de Egéria, ao mencionar a procissão que carregava o fogo a partir do Santo Sepulcro até a Igreja, no começo da vigília semanal do Sábado ( 24,4).

A bênção cerimonial do fogo novo na Vigília da Páscoa é de origem irlandesa. No séc. VIII, entrou na Alemanha. No séc. XII encontramos atestado esse rito, com predominância folclórico-religiosa nos países do norte.

Estrutura teológica da vigília: memória - presença - expectativa
A memória - presença do mistério de Cristo, que vence a morte com a própria ressurreição, torna-se, conforme a exortação evangélica, expectativa. (cf. Lc 12,35-36). Este retorno do esposo está previsto para acontecer no coração da noite: "á meia-noite" (Mt 25,6)

O conteúdo litúrgico e teológico da Páscoa é de caráter comemorativo: "nela a comunidade recorda e revive o evento salvífico da morte-ressurreição de Cristo e o revive em clima de expectativa da páscoa eterna." Cristo é a nossa Páscoa.( cf. 1Cor 5,7)

A vigília pascal é festa batismal. Pelo batismo morremos e ressuscitamos como Cristo. A Igreja dá à luz novos filhos pela fé e pelo Batismo e, após a penitência quaresmal, renova a própria Aliança batismal.

Etapas da vigília

O Missal de Paulo VI desenvolve a celebração da Vigília Pascal inteiramente num clima de alegria, que desemboca na liturgia eucarística. Os ritos, embora separados em várias partes, formam um todo único em torno do núcleo essencial da proclamação da palavra de Deus e da celebração dos sacramentos do batismo e da eucaristia.

A saber, os quatro momentos da liturgia da Vigília pascal:

1. Celebração do fogo novo e da luz, é a primeira parte da vigília que celebra a luz do mundo que é Jesus na glória de sua ressurreição (cf Jo 1,9; 9,12;12,35-36). Também os cristãos, que participam do seu mistério, por nossa vez, somos "luz no Senhor" (Ef 5,8). Esse rito deve criar um clima de júbilo que invada a celebração inteira, fixando a atenção no significado pascal da luz que surge nas trevas. E o sinal principal, é o círio da páscoa. Benze-se o fogo fora da Igreja e se acende o círio pascal que evoca a luz de Jesus que ressuscita em sua glória. Em seguida dá-se a procissão até ao altar, é evidente o sentido pascal desta procissão: somos o novo povo de Deus nascido da páscoa; peregrinos, seguimos Jesus ressuscitado através do deserto da vida presente até a pátria definitiva. A proclamação da páscoa recebeu o novo nome de "pregão pascal", é um retorno da Antiguidade. O pregão pascal anuncia tematicamente a mensagem da ressurreição e celebra as maravilhas operadas por Deus nesta noite santa.

2. Celebração da Palavra, que torna presente a palavra criadora de Deus na criação. São proclamadas 9 leituras; as 7 primeiras são tomadas do Antigo Testamento, que enunciam figurativamente os mistérios pascais: a criação do mundo e do homem : Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a; o sacrifício de Abraão: Gn 22,1-18; ou 22,1-2.9ª10-13.15-18; a passagem do Mar Vermelho: Êx 14,15-15,1; um texto escatológico do profeta Isaias: a nova Jerusalém : Is 54,5-14; as três leituras seguintes se dirigem mais diretamente à celebração do batismo: a salvação oferecida a todos gratuitamente: Is 55,1-11; a fonte da sabedoria: Bar 3,9-15.31; 4,4. e, um coração novo e um espírito novo: Ez 36.16-28. Do Novo Testamento temos duas leituras, a epístola de Paulo que também é batismal: Rm 6,3-11, e o evangelho do descobrimento do túmulo vazio e o anúncio do anjo: Jesus Ressuscitou!: Mt 28, 1-10; Mc 16,1-17; Lc 24,1-12. Essas leituras são lidas segundo um dos anos do ciclo trienal. Um ponto alto da celebração da palavra é o canto solene do Aleluia com o salmo 117. O que é que significa Aleluia? Louvai a Deus... É uma aclamação que caracteriza o tempo pascal. "De fato, chegaram os dias em que devemos cantar o Aleluia". (Sto. Agostinho)

3. Celebração da água ( batismo e renovação das promessas batismais): Não existe testemunho de rito batismal na noite da páscoa que nos leve além do séc. III. A atenção da assembléia desloca-se para a fonte batismal como o lugar onde se faz nossa a páscoa de Jesus no sinal da água e na profissão de fé. A bênção da fonte significa que a graça do batismo não sai da água como elemento material, mas do Espírito Santo que a santifica; essa idéia se expressa mediante o sinal da imersão do círio na fonte batismal.

4. Celebração do pão e do vinho (Liturgia eucarística): o ponto alto da celebração é a Eucaristia, ação de graças por excelência, celebração da nova Páscoa de Cristo participada pela Igreja. A vida que nasce no Batismo e é animada pelo Espírito alimenta-se na mesa do Cordeiro pascal. "Este é o momento em que nasceu a verdadeira eucaristia: a páscoa! Por isso o mistério da noite pascal culmina na eucaristia, que já não oferece Jesus sozinho, mas em companhia de sua ekklesia. Ela entra com ele em sua eucaristia, e essa eucaristia inaugura a grande festa de pentecostes, dos cinqüenta dias nos quais a ekklesia libertada dá graças ininterruptas ao Pai com seu Filho". (Odo Casel)
O dia da ressurreição: o dia de Cristo, o Senhor

A liturgia desse dia de páscoa celebra o acontecimento pascal como "dia de Cristo, o Senhor". A Páscoa é a festa da vida; da vida de Cristo e da vida nova dos cristãos. Na mensagem da Páscoa podemos realçar três aspectos:

a) O sepulcro vazio. Maria Madalena é uma das três mulheres que estiveram junto à cruz. Esperou todo o Sábado e a noite do dia seguinte, mas se levanta impaciente de madrugada e vai ao sepulcro e vê que a pedra fora retirada do sepulcro ( Jo 20,1-9). O tempo escolhido por ela é uma resposta ao Sl 63,2; 119,147-148, "por ti madrugo"; "antecipo-me à aurora"

b) Os gestos de amor. Jesus dá-se a conhecer ressuscitado sobretudo lá onde se realizam gestos concretos de amor e de serviço. As mulheres que vão ao sepulcro de Jesus para embalsamar o cadáver (Mc 16,1); Maria Madalena e a outra Maria, ao raiar do sol do primeiro dia, vão ver o sepulcro para fazerem uma visita de afeto ou de inspeção (cf. Mt 28,1); os dois discípulos que ao saberem da notícia do túmulo vazio, correm quase numa competição em direção ao túmulo. Impulsionado pelo amor, um é mais veloz ("correrei pelo caminho de teus mandamentos quando me dilatares o coração", Sl 119,32) e é o primeiro a crer. O amor é que faz reconhecer a Jesus Cristo no mistério pascal. Os dois discípulos de Emaús ( Lc 24,13-35), onde acontece no caminho de Emaús uma aula de exegese pascal à luz da ressurreição, feita por Jesus em pessoa. E o convite para que o "forasteiro" fique com eles , nesta acolhida dá-se a descoberta e compreensão do mistério ao partilhar Jesus o seu pão de vida.

c) O testemunho do Cristo ressuscitado. Maria Madalena torna-se a primeira mensageira do sepulcro vazio e do Cristo ressuscitado, tendo um encontro a sós com o Senhor (cf. Jo 20,11-18). Os discípulos de Emaús voltam a Jerusalém, anunciando que Cristo ressuscitou. Os discípulos, Pedro e João, encontraram o sepulcro vazio e tornaram-se testemunhas do Cristo ressuscitado. Os discípulos reunidos na tarde do primeiro dia da semana, o dia da nova páscoa, com as portas bem fechadas, e Jesus ressuscitado se apresenta no meio de todos.
Por sua ressurreição e vitória total, Jesus comunica ao mundo o seu Espírito de vida que muda o coração do homem. Faz-se Páscoa. Surge a vida, onde se antecipa a aurora, onde as pedras são retiras dos sepulcros, onde se vive o amor no serviço aos outros, onde a paz é cumprimento de alegria. Estes são os sinais de que Jesus Cristo continua ressuscitado hoje.
O Domingo da ressurreição inaugura um período de cinqüenta dias, chamado de tempo pascal. Todos os dias deste cinqüentenário, no dizer de Tertuliano, devem ser celebrados "numa grande alegria".

Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo;
pousaste sobre mim a tua mão,
tua sabedoria é admirável, aleluia!

(Antífona da entrada do Domingo da Páscoa)

Pe. José Luiz Majella Delgado - CSsR

Adoro te devote, latens deitas - S. Tomás de Aquino

postado em 19 de mar. de 2008 17:42 por Cristo Rei Paróquia

Eu te adoro com afeto, Deus oculto,
que te escondes nestas aparências.
A ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao te contemplar.

A vista, o tato e o gosto não te alcançam,
mas só com o ouvir-te* firmemente creio.
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.

Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
mas aqui se esconde também a humanidade.
Eu, porém, crendo e confessando ambas,
peço-te o que pediu o ladrão arrependido.

Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
faz-me crer sempre mais em ti,
esperar em ti, amar-te.

Ó memorial da morte do Senhor,
pão vivo que dás vida ao homem,
faz que meu pensamento sempre de ti viva,
e que sempre lhe seja doce este saber.

Senhor Jesus, terno pelicano **,
lava-me a mim, imundo, com teu sangue,
do qual uma só gota já pode
salvar o mundo de todos os pecados.

Jesus, a quem agora vejo sob véus,
peço-te que se cumpra o que mais anseio:
que vendo o teu rosto descoberto,
seja eu feliz contemplando a tua glória.

 

*    Só com ouvir-te: a fé, ensina São Paulo, vem pelo ouvir;
** Jesus, terno pelicano: o pelicano que rasga o próprio peito para com o seu sangue alimentar os filhos.

Oração para depois da Comunhão - S. Tomás de Aquino

postado em 19 de mar. de 2008 17:39 por Cristo Rei Paróquia

Dou-vos graças, Senhor santo, Pai onipotente, Deus eterno, a vós que, sem merecimento nenhum de minha parte, mas por efeito de vossa misericórdia, vos dignastes saciar-me, sendo eu pecador e vosso indigno servo, com o corpo adorável e com o sangue precioso do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eu vos peço que esta comunhão não me seja imputada como uma falta digna de castigo, mas interceda eficazmente para alcançar o meu perdão; seja a armadura da minha fé e o escudo da minha boa vontade; livre-me de meus vícios; apague os meus maus desejos; mortifique a minha concupiscência; aumente em mim a caridade e a paciência, a humildade, a obediência e todas as virtudes; sirva-me de firme defesa contra os embustes de todos os meus inimigos, tanto visíveis como invisíveis; serene e regule perfeitamente todos os movimentos, tanto de minha carne como de meu espírito; una-me firmemente a vós, que sois o único e verdadeiro Deus; e seja enfim a feliz consumação de meu destino.

Dignai-vos, Senhor, eu vos suplico, conduzir-me, a mim pecador, a esse inefável festim onde, com o vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos santos luz verdadeira, gozo pleno e alegria eterna, cúmulo de delícias e felicidade perfeita.

Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor Nosso.

Amém.

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